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Vice-presidente da Fetar-RS participa de seminário sobre agrotóxicos na Câmara dos Deputados

Seminário na Câmara dos Deputados reuniu representantes do Governo e da sociedade civil. (Fotos: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados promoveu nesta semana, em Brasília, o seminário “Políticas Públicas para a Redução do Uso de Agrotóxicos no Brasil”, realizado em parceria com a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e convocado pelo deputado Nilto Tatto (PT-SP), o evento reuniu especialistas e representantes de diversas entidades governamentais e da sociedade civil. O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais do Rio Grande do Sul (Fetar-RS), Sérgio Poletto participou do seminário e, também, da reunião da coordenação nacional da campanha.

Conforme Poletto, no encontro da coordenação nacional foi feito um balanço das ações dos primeiros cinco meses de 2024 e um planejamento para os próximos meses.

“Estamos entrando um período eleitoral e é essencial que se faça uma discussão, nos municípios, com os futuros prefeitos e prefeitas sobre a importância que tem o essa questão da alimentação saudável e dos produtos ecológicos e dos problemas causados pelo uso inadequado e a aplicação inadequada dos agrotóxicos”, afirma.

O risco à saúde dos trabalhadores que aplicam ou manuseiam os produtos sem o uso de equipamentos de proteção individuais (EPIs) ou com EPIs inadequados, também foi pauta da reunião. 

Redução do uso de agrotóxicos é defendido na Câmara

O seminário realizado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados reuniu representantes de ministérios e entidades ligadas à agricultura. A opinião geral dos debatedores foi favorável à redução do uso de agrotóxicos.. O coordenador-geral de transição agroecológica do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Cássio Murilo Trovatto, por exemplo defendeu que  a política nacional de agroecologia, que já existe há um ano, e a implantação do Pronara, Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, seriam uma resposta efetiva à lei que criou em 2023 um marco legal para defensivos agrícolas (Lei 14.785/23).

“Estrategicamente nós temos que trabalhar muito nessa perspectiva de que o agrotóxico tem vários vieses de trabalho, várias condições para que a gente possa plantar, e a gente acredita que o Pronara pode ser o instrumento de reconduzir o debate em torno da agenda do agrotóxico e refazer os caminhos para que a gente possa de fato levar uma vida mais saudável e o bem viver para nossas agricultoras e agricultores.”

Dados apresentados no evento mostram que na última década foram registrados 124 mil casos de pessoas intoxicadas por agrotóxicos, sendo a maioria das vítimas trabalhadores rurais.

“Foi um evento muito importante, que poderia ter avançado mais com relação a participação dos ministérios, mas estamos caminhando. Se sabe do retrocesso que tivemos no governo passado com a liberação dos agrotóxicos e agora, recentemente, com a aprovação do PL do Veneno, mas a campanha tem trabalhado forte e o Departamento de Segurança e Saúde da Fetar-RS tem se empenhado muito e conseguido manter a representatividade e discussão permanente sobre a questão do adoecimento e intoxicação dos trabalhadores assalariados rurais no estado”, diz Poletto.

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