FETAR ATENTA ÀS CONVENÇÕES COLETIVAS DE TRABALHO

A FETAR está auxiliando e orientando os Sindicatos dos Trabalhadores Rurais que, tradicionalmente, realizam suas assembleias no final ou começo de ano, para que seja aprovada a pauta de reivindicações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que será negociada com as entidades patronais. Neste momento, conta Nelson Wild, presidente da FETAR, está ocorrendo orientações aos STR’s na formulação da proposta. “Enviamos um modelo básico para que sejam colocadas em discussão as principais cláusulas nas assembleias, entre as quais reajuste de reposição salarial para a categoria, os valores do piso, inflação, enfim, dados para a negociação nas CCT.
O Departamento de Negociações Coletivas da FETAR acompanha o conjunto da proposta, tendo em vista que nesta época muitas entidades, em função da data-base (1º de março), estão encaminhando aos patronais as respectivas propostas para que se negocie a CCT. “Esperamos que neste ano possamos negociar e renovar as CCT dentro da realidade e tendo como premissa básica o contexto inflacionário assustador. Embora o governo apresente outra inflação, outro custo de vida, não aceitamos e contestamos. Basta analisar os dados do DIEESE para se ver que a inflação não é a apresentada pelos governantes. Assim, esperamos que isso possa pautar de forma positiva a mesa de negociação com a classe patronal”, observa Wild.
O Departamento de Negociações Coletivas, além de Wild, tem como diretor Olibio Freitas, vice-presidente da FETAR, e como assessores Eloy Santos Leon e Nathália Sarate.
PISO SALARIAL
Em relação ao Piso Salarial do Estado, Wild o classifica como um patrimônio dos trabalhadores rurais e urbanos. A FETAR, desde sua fundação há quatro anos, e antes pela Fetag, através do Departamento de Assalariados Rurais, sempre esteve presente na entrega da pauta ao governo do Estado. No dia 4 de dezembro, a secretária do Trabalho e Assistência Social, Regina Becker, recebeu a proposta de pauta do Piso Regional do Rio Grande do Sul das Centrais Sindicais, que reivindicam um reajuste de 6,57%
A FETAR espera que o governador Eduardo Leite o encaminhe à Assembleia Legislativa com a manutenção do piso e que seja oferecido um percentual de reajuste condizente nas faixas salariais do Estado. “Que sejam analisados os índices de perdas dos trabalhadores, a recomposição com ganho real para que o piso continue sendo um balizador nas negociações das CCT. Enfim, que o governo tenha sensibilidade neste momento de extrema importância para a classe trabalhadora”, completou Wild.
Assessoria de Imprensa – 10/01/2020 – Luiz Boaz