Notícias

FETAR NÃO ADMITE CONGELAMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO  

A direção da Federação dos Assalariados Rurais do Rio Grande do Sul (FETAR), ao tomar conhecimento da intenção do Ministério da Economia de congelar o salário mínimo nacional em R$ 998,00 para 2020, rechaçou imediatamente tal possibilidade. O governo federal estuda uma forma de congelar o salário mínimo em momentos de aperto fiscal, cujo plano é retirar da Constituição Federal a determinação de que o valor seja corrigido pela variação da inflação.

A desvalorização do salário mínimo iniciou a partir do governo Michel Temer, quando começou a queda do poder aquisitivo dos trabalhadores assalariados, até então definida pela política nacional de salários. O reajuste salarial deve levar em consideração a reposição da verdadeira inflação do País, acrescido do ganho real para que haja recuperação do poder aquisitivo.

De um modo geral, a economia funciona como uma engrenagem, ou seja, quanto mais se ganha, mais se gasta. As pessoas que recebem salário mínimo, adquirem bens na economia local, ou seja, no comércio, no mercado, na feira, na padaria, no açougue, enfim, todos saem ganhando, inclusive a indústria.

Diante deste contexto, a FETAR entende que de forma alguma é aceitável a manutenção do salário mínimo nos atuais R$ 998,00. Estudos indicam que o salário mínimo nacional deveria estar próximo dos R$ 4 mil, inclusive previsto na Constituição Federal. Então, é imprescindível a imediata recuperação do salário mínimo, o qual proporciona um maior poder aquisitivo aos trabalhadores. No caso dos os rurais, suas aposentadorias têm o salário mínimo como referência.

Embora sabedores de que a economia nacional enfrenta momentos de estagnação, é através da valorização do salário mínimo que o povo poderá se alimentar melhor, com qualidade de vida e, desta forma, a possibilidade da imediata retomada do crescimento econômico.

 

Assessoria de Imprensa – 19/09/2019 – Luiz Boaz (51) 9 9640-1959