NOTA DE REPÚDIO AO ANÚNCIO DA EXTINÇÃO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO

O Ministério do Trabalho teve seu fim anunciado em entrevista no início desta semana, pelo ministro extraordinário da transição entre o governo Temer e Bolsonaro, Onyx Lorenzoni.
A Fetar-RS entende que será um retrocesso histórico para todos os trabalhadores, em especial aos assalariados rurais, que têm sua atividade numa grande indústria a céu aberto. Somos 4 milhões de assalariados rurais e 60% de nós, em média, trabalha de forma informal no Brasil.
Sem o Ministério do Trabalho e as políticas de fiscalização e garantia de segurança e saúde, a informalidade – verdadeiro monstro que ronda o campo em nosso Estado e país – será fortemente agravada, expondo ainda mais a vida e prejudicando a dignidade dos trabalhadores.
O fim do Ministério, para nós da Fetar-RS, é escancarar as portas para toda e qualquer forma de precarização das relações de trabalho. Nós defendemos a permanência da pasta e sua renovação, para que possa atuar na defesa dos trabalhadores.
Não podemos esquecer que vivemos num país no qual os índices de trabalhadores afastados em decorrência de acidentes de trabalho são alarmantes. A prevenção desses acidentes, sem o Ministério, bem como o combate aos casos de trabalhos análogos a escravidão, ficará desarticulada.
Nosso país precisa de um Ministério do Trabalho reestruturado, com mais auditores fiscais e reais condições de combater quaisquer formas irregulares de trabalho no campo. A Fetar-RS repudia a sua extinção.
Nelson Wild, presidente da Fetar-RS