FETAR-RS APOIA AÇÕES NA REUNIÃO DA CONTAR

Uma representação da Embaixada da Alemanha no Brasil participou, na última sexta-feira, dia 29, do debate sobre Cadeias Produtivas durante encontro promovido pela CONTAR, em Brasília, que reuniu suas Federações para a reunião de seu Conselho Deliberativo. Trabalho escravo, MP 905, indeferimentos de pedidos de aposentadorias também foram temas em pauta.
O presidente da FETAR-RS, Nelson Wild, classificou como importante o encontro com os alemães, que compram produtos do Brasil, entre eles suco de laranja produzido em São Paulo e também no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo foi mostrada a realidade dos problemas enfrentados pelos assalariados rurais, tais como a informalidade, o uso excessivo de agrotóxicos, a dificuldade de ampliar o trabalho de organização da categoria, entre outros entraves. A FETAR-RS e a própria Confederação estão promovendo reuniões e debates de forma mais intensa nos últimos dois anos no que diz respeito às cadeias produtivas.
O Ministério Público do Trabalho, especificamente o qual coordena as ações contra o trabalho escravo no Brasil, também esteve presente nas assembleias da CONTAR. O assessor jurídico da CONTAG, Evandro Morello, falou sobre a Reforma Sindical, que começa a tramitar no Congresso Nacional, cuja intenção do governo federal é esfacelar o movimento sindical.
Uma análise aprofundada da Medida Provisória 905, que é uma nova reforma trabalhista, propõe a alteração de vários artigos da CLT e da Constituição Federal, não trazendo nada em defesa do assalariado rural ou urbano. “Sem dúvida mais uma verdadeira retirada de direitos dos trabalhadores, que ainda restam na CLT, em favor da classe patronal”, justificou Wild.
A CONTAR propôs uma ação imediata junto ao INSS, em Brasília, com o apoio das Federações, e da CONTAG, para reverter os freqüentes indeferimentos nos pedidos de benefícios dos assalariados rurais. Já no começo deste mês, a CONTAR se reunirá com o INSS. “Aqui no RS vamos juntar elementos, provas da injustiça que se está cometendo com relação a não-concessão de benefícios. Não vamos admitir tais injustiças, que vêm se agravando nas últimas semanas, para os trabalhadores que preenchem os requisitos legais. Embora tenhamos ficado fora da reforma previdenciária, hoje somos alvo de exigências extras, de interpretações e de desconhecimento da rotina do trabalho rural no RS. Vamos lutar com todas as forças para buscar os benefícios a quem tem direito”, enfatizou.
E para encerrar as reuniões na CONTAR, continua Wild, a informalidade no meio rural gaúcho, que é crescente e assustadora, igualmente mereceu destaque em Brasília. Isso implica na impossibilidade do trabalhador buscar seus créditos trabalhistas e o coloca fora de qualquer benefício previdenciário. “O governo federal representa apenas um lado, isto é, o agronegócio, sem qualquer visão social”, completou.
Assessoria de Imprensa – 02-12-2019 – Luiz Boaz