FETAR LUTA EM DEFESA DO PISO SALARIAL DO RS

A Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais do Rio Grande do Sul (FETAR-RS), entidade que representa aproximadamente 200 mil assalariados rurais no Estado, está perplexa com o projeto de lei enviado pelo governador Eduardo Leite, no último dia 15 de julho, à Assembleia Legislativa, que propõe o reajuste de 2,73% para o piso regional de 2021, que está congelado desde 2019. No sentido de evitar que a proposta seja aprovada neste segundo semestre pelos deputados, as entidades sindicais estão mobilizadas e elaboraram uma Moção em defesa da Valorização do Salário Mínimo Regional.
Conforme o 2º Secretário da FETAR-RS, Sérgio Poletto, o documento está sendo encaminhado às lideranças sindicais para que seja discutido e aprovado na Câmara de Vereadores e logo em seguida encaminhado à Assembleia Legislativa. “O piso salarial no RS é fundamental para mais de 1,5 milhão de assalariados das mais diversas atividades. É inadmissível que este importante instrumento seja atrofiado ou até mesmo extinto, uma vez que no ano passado já ficou sem reajuste”, lembrou Poletto.
O pedido das Centrais Sindicais e das Federações, entre elas a FETAR, com assessoria do DIEESE, é de que o piso tenha um reajuste de 13,79%, repondo minimamente a inflação deste período, contemplando o que não foi concedido ainda no ano passado (4,5%) e a inflação acumulada para fevereiro deste ano (5,53%). O custo da cesta básica, nos dois últimos anos, ultrapassou 32,5%, aponta cálculos do DIEESE.
O presidente da FETAR-RS, Nelson Wild, destaca que a Federação defende a valorização do piso estadual, tendo em vista que ele é fator estratégico para as renovações das Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho que a entidade negocia junto aos empregadores. Além disso, prossegue o dirigente, nos locais onde ainda não têm acordos ou convenções, o piso do RS é o balizador para negociações.
Ao mesmo tempo, o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, conta que a valorização do piso regional significa um poderoso instrumento de democratização da renda, desenvolvimento regional e melhoria da qualidade de vida para mais de 1,5 milhão de trabalhadores e trabalhadoras gaúchos. “Auxilia na estabilidade da economia, na medida em que este sistema tem o potencial de gerar uma sólida circulação da demanda de consumo para um crescimento sustentável, baseado no fortalecimento do poder de compra e demanda agregada, servindo como alavanca para fazer a roda da economia girar”, completa.
Assessoria de Imprensa – 23/07/2021 – Luiz Boaz (51) 9 9640-1959