LIDERANÇAS SEGUEM LUTA PELO REAJUSTE DO PISO SALARIAL
A direção da FETAR-RS participou hoje (11), em ambiente virtual, de Audiência Pública da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo da Assembleia Legislativa para reavaliar a proposta de reajuste do Piso Regional 2021. O projeto de lei 237/2021, encaminhado pelo governador Eduardo Leite para alteração do piso regional e a nova tabela de salário regional para 2021, fixa um reajuste de 2,73% sobre a tabela do ano anterior e prevê retroatividade sobre os valores de fevereiro, que é a data- base do piso regional. Com isso, o trabalhador inserido na menor faixa salarial receberá R$ 1.270,92. Em sua manifestação, o presidente da FETAR-RS, Nelson Wild, disse que o reajuste de 2,73% é ridículo, irrisório e de longe não contempla o custo da inflação. Para ele, o índice oferecido pelo governo é uma falta de respeito com os trabalhadores urbanos e rurais que precisam de um reajuste adequado. “A pandemia está regredindo, o comércio está retomando suas atividades e o agronegócio vai bem e nunca apresentou, ao longo de sua história, preços tão elevados, tanto na carne como nos grãos”, lembrou. Além disso, continua o dirigente, o trabalhador recebendo um reajuste que contemple a inflação, irá gastar seu salário no comércio. Então é a cadeia produtiva, a economia girando e o dinheiro reinvestido. “Esperamos que a Assembleia Legislativa, que já mediou tantas situações no Estado, possa encontrar uma saída para manter o piso regional e uma remuneração justa aos trabalhadores”, justificou. CONTAR Ao mesmo tempo, o presidente da CONTAR, Gabriel Santos, considera de extrema urgência que o governo do Estado aprove o salário mínimo regional. “Infelizmente em 2020 o governo não colocou o piso em votação e neste ano estamos caminhando na mesma direção. Vivemos um momento de alta da inflação, a cesta básica ficando mais cara a cada dia que passa, e nós, trabalhadores e trabalhadoras, enfrentamos tudo isso”, ponderou. Gabriel é de opinião que o governo não está tendo a sensibilidade para aprovar esse projeto e com um valor decente. “Temos uma pauta e que os valores sejam consolidados para que se garantam as mínimas condições de vida aos trabalhadores. Não esquecendo que o salário mínimo regional é fator preponderante do desenvolvimento do Rio Grande do Sul, além de ser um momento delicado de pandemia”, enfatizou. Conforme o presidente da Comissão, deputado Zé Nunes, a proposta de reposição do salário mínimo regional apresentada pelo governo do Estado, de 2,73%, é deficitária para recuperar a renda dos trabalhadores frente ao custo de vida e do valor da cesta básica praticado no Rio Grande do Sul. Ele lembrou que, em 2020, o parlamento gaúcho aprovou reajuste zero ao piso. Zé Nunes afirmou que a renda do trabalhador é um dos elementos centrais para que se possa ter uma atividade econômica importante. Para o presidente da Comissão, toda política que restringe a renda acaba por restringir a atividade econômica. “O que faz a distribuição de renda, o que faz o boteco da esquina, a farmácia, a borracharia, o supermercado e a loja de roupa funcionar é a renda do trabalhador”, sublinhou. Ao final da audiência foi aprovada a proposta do presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, e o do deputado Elton Weber, de encaminhar ao presidente da Casa, Gabriel Souza, e à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa uma solicitação para que se construa um espaço de diálogo com o Executivo para reavaliar a proposta de reajuste do Piso Regional 2021. O 2º Secretário da FETAR-RS, Sérgio Poletto, também participou, ele que foi eleito na semana passada como Secretário Estadual de Assalariados da Central dos Trabalhadores do Brasil – RS. |
|
Assessoria de Imprensa – 11/08/2021 – Luiz Boaz (51) 9 9640-1959