Palestras tratam Reforma Trabalhista sob enfoque jurídico



A CTB e a Fecosul realizaram na última segunda-feira (4) ciclo de palestras sobre a Reforma Trabalhista, no Auditório da Faculdade Monteiro Lobato, em Porto Alegre. O evento teve enfoque jurídico e foi destinado aos dirigentes sindicais e assessores jurídicos e sindicais das entidades. Pela FETAR-RS participaram o diretor financeiro, Denilson Aguiar, e os assessores sindicais Nathália Sarate e Eloy Santos Leon.
Pela manhã, a primeira mesa tratou sobre as Consequências da Reforma Trabalhista nos Contratos Individuais de Trabalho, tendo como palestrantes Paulo Joel Bender Leal e Flávio Obino Filho. À tarde o assunto foi Consequências da Reforma Trabalhista na Atuação Sindical e nas Negociações Coletivas Trabalhistas, a cargo dos desembargadores Luiz Alberto de Vargas e Gilberto Souza dos Santos, bem como por Vitor Rocha Nascimento, assessor jurídico da Fecosul.
Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e CTB-RS, destacou a participação dos dirigentes filiados, em decorrência da necessidade de estar informados. “Juntos encontremos alternativas para esta avalanche de retirada de direitos, proposta pelo governo Michel Temer. A união e a informação, aliadas, formam o caminho da resistência”, destacou.
Já o Denilson Aguiar considerou o debate muito importante, à medida que a CTB trouxe um advogado patronal, o que possibilitou ouvir como estão pensando os rivais nesse processo. “Foi possível constatar que a maldade é ainda maior do que se imagina. Portanto, é hora de juntar forças para entender melhor o processo. Parar de lamentar e sair à luta por Convenções Coletivas que devolvam minimamente a dignidade do trabalhador”, destacou o diretor da FETAR-RS.
Ao mesmo tempo, o assessor Eloy Leon destaca que os patrões estão vibrando com esta reforma. Segundo eles, era o que estava faltando para gerar mais emprego e desengessar a legislação trabalhista. “Tudo isto é uma grande mentira, pois o que gera emprego é economia forte, como aconteceu nos anos 2000, quando não houve reforma, jamais foi tirado qualquer direito e havia pleno emprego”, completou Eloy.
Assessoria de Imprensa – 05/09/2017 – Luiz Boaz