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Representantes da Fetar-RS em Brasília

Por três semanas consecutivas, representantes da Fetar-RS estão em Brasília, no Congresso Nacional, em conversas com os deputados federais na tentativa de sensibilizá-los sobre os malefícios da reforma da previdência para o trabalhador rural. Na Capital Federal, a Fetar-RS integra força-tarefa com mais três entidades: Fetag-RS, Contag e Contar.

De acordo com o vice-presidente da entidade, Sérgio Poletto, que esteve nas duas últimas semanas em Brasília, o foco da ação é naqueles deputados que estão indecisos e nos que se demonstraram favoráveis à reforma, mas têm nas suas bases eleitorais, os trabalhadores. “Nossa conversa é no sentido de dizer que nós, trabalhadores rurais, não vamos esquecer quem esteve ao nosso lado e quem nos traiu e pactuou com esse retrocesso”, destacou.

Nesta semana, estão em Brasília o secretário da Fetar-RS, Gabriel Santos, e o presidente do Sindicato de Arroio Grande, João Cézar Larrosa, integrando o grupo que faz visita aos deputados gaúchos. Eles reportam grande dificuldade do governo para colocar a reforma em votação. “Hoje, além de falar com os deputados em separado, estamos fazendo uma grande mobilização na entrada da Câmara. O governo está com dificuldades de por a reforma na pauta, mas precisamos ficar alertas e seguir na pressão”, destacou Gabriel Santos.

O principal argumento utilizado pelos rurais para pedir voto contrário à reforma é que ela, entre outros retrocessos, aumenta para 65 anos para os homens e 62 para as mulheres a idade para se aposentar. “Para um trabalhador do campo, 65 anos é muito. Pois é um trabalhador que começa muito cedo no pesado, que trabalha exposto a intempéries, com informalidade, rotatividade e pouca segurança”, afirma Gabriel Santos.

Até o momento, o último pronunciamento do governo, sugeria os dias 18 ou 19 de dezembro para realizar a votação da reforma.

Texto: Juliana Figueiró Ramiro | Assessoria de Comunicação Fetar-RS