Fetar-RS e Federarroz se reúnem para debater pauta em comum

Na última semana, membros da diretoria da Fetar-RS estiveram reunidos, na sede da Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Su), com o diretor executivo, Anderson Belloli e o presidente da entidade, Henrique Dornelles. Na pauta, a situação do arroz no Brasil e no RS, assunto de interesse de ambas as Federações.
A Fetar-RS solicitou o encontro com a Federarroz para debater a atual situação do arroz no Estado e no país. “Hoje, a lavoura de arroz emprega, mais que qualquer outra cultura no RS, um grande número de trabalhadores rurais. E a atual situação do setor nos preocupa”, destaca o presidente da Fetar-RS, Nelson Wild.
De acordo com o presidente da entidade, que representa os assalariados rurais, os arrozeiros no país e no Estado passam por um período de crise, que resulta na redução de áreas plantadas, o que, consequentemente, gera desemprego. Nas palavras do presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, o setor opera com prejuízo, pois o custo de produção no Brasil, incluindo a contratação legal da mão de obra, é mais elevador que o valor ganho com a comercialização do produto.
Os representantes de ambas as entidades destacam a importação do arroz de países vizinhos, como o Uruguai, a Argentina e o Paraguai, como principal fator que contribui para o atual cenário. “É uma concorrência desleal. Os produtores desses países não pagam os mesmos impostos, utilizam agrotóxicos mais baratos, proibidos no Brasil, e ainda operam com trabalho informal”, destaca Denilson Rodrigues, tesoureiro da Fetar-RS.
Wild alerta para outro fato preocupante, que tem relação direta com a diminuição das ofertas de emprego no setor aqui no Estado. “Sem emprego, os trabalhadores rurais estão sendo levados para o exterior para trabalhar informalmente, sem direito algum”, alerta. O fato também acentua a concorrência desleal, visto que os arrozeiros dos países vizinhos contratam profissionais qualificados, sem remuneração adequada e garantia de direitos.
A concorrência tem impactos econômicos, mas também sociais. Os trabalhadores deixam o país e, quando do seu retorno, não conseguem comprovar o tempo trabalhado, não conseguindo se aposentar. “Lá fora também estão expostos a agrotóxicos que aqui no Brasil são proibidos, devido ao seu alto risco de manuseio, isto é, os trabalhadores voltam sem conseguir se aposentar e adoecidos”, finaliza Wild.
Ambas as entidades firmaram pacto de promover ações político-estratégicas para combater o atual cenário.
Texto: Juliana Figueiró Ramiro | Assessoria de Comunicação Fetar-RS