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Centrais sindicais protestam contra Reforma da Previdência

No ato – que antecede a Assembleia Nacional dos trabalhadores, na próxima quarta-feira, em São Paulo – os trabalhadores exigiram cortes na política de renúncia fiscal e nas desonerações da folha de pagamento. Vice-presidente da CUT-RS, Marizar de Melo explica que as manifestações devem continuar nos próximos dias em todo o país. Conforme o dirigente, a categoria pretende convocar os trabalhadores para entrar em greve e barrar a reforma. Melo garante que a Previdência não é deficitária. “O que há de problema na Previdência é que o governo deixa de cobrar de quem deve grandes quantias para a Previdência, como empresários, banqueiros, e tenta transferir para a população brasileira”, completa.

Fetar-RS realiza curso de atualização da legislação trabalhista

O evento, que começou às 9h, contou com a participação da Dra Patrícia, representando o escritório da Dra. Jane Berwanger, que falou sobre as mudanças na legislação trabalhista e o que irá alterar caso a reforma da previdência seja aprovada. Num segundo momento, Cléber Mueller, contador que representou o Escritório Mueller, falou sobre o CAEPF (cadastro de atividade econômica da pessoa física) e o E-Social.
Por fim, os dirigentes sindicais receberam informações sobre o Salário Mínimo Regional e as convenções coletivas de trabalho.

Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios. Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.